Em termos de valores, os planos são responsáveis por cerca de 55% de tudo o que é gasto com saúde no País, segundo o CFM. — Com um financiamento desses, era para estar tudo melhor. Mas essa não é a percepção dos consumidores e dos médicos. A média de pagamento dos médicos, de acordo com Miranda é de R$ 45. A entidade reivindica um piso de R$ 70.
De acordo com o diretor da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), Márcio Bichara, em torno de 1,2 milhão de pessoas contrataram um plano de saúde entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011. — O país está crescendo, a economia está crescendo e, cada vez mais, é um anseio da população ter um plano de saúde. Mas esse plano tem que ser digno, porque ele não é barato. O usuário está sendo enganado quando compra o plano, porque não tem uma rede adequada para o seu atendimento. Segundo o CFM, o crescimento no acesso aos planos de saúde não veio acompanhado do aumento no número de médicos, leitos e hospitais credenciados.
A situação, de acordo com Aloísio Tibiriçá, faz com que o tempo médio de espera para uma simples consulta chegue a três semanas. — Insatisfeitos com os honorários, os médicos estão selecionando ou deixando os planos de saúde. É menos gente ainda para atender. Uma proposta de negociação oficial será apresentada hoje pela categoria à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Entre os principais itens estão reajuste anual, multa para atraso no pagamento dos profissionais de saúde e abertura para negociação com entidades médicas. O diretor da AMB (Associação Médica de Brasileiro), José Luiz Mestrinho, avaliou que o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde pode estar se tornando uma realidade repetitiva, já que chegou a acontecer duas vezes no ano passado. - Fica parecendo que estamos criando essa situação. O grande penalizado de toda essa brincadeira é o paciente. Nós ficamos pisando em ovos para evitar que essa situação se desgaste. Em nota, a ANS informou que operadoras têm obrigação de garantir o acesso dos beneficiários aos serviços. Terão de ser mantidos serviços de urgência e emergência. No caso dos atendimentos eletivos (como consultas e cirurgias marcadas com antecedência), operadoras terão de providenciar novos agendamentos, respeitando prazos máximos previstos pela ANS. (r7)
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