“É uma proteção extremamente robusta. Você continua tendo uma proteção muito alta, em torno de 100%, mesmo quando você usa uma droga que desencadeia diabetes nesses camundongos”, afirma o pesquisador da Fiocruz José Mengel. Agora, os cientistas querem identificar qual é a substância produzida pelo parasita capaz de proteger o organismo. Assim vai ser possível usá-la em pacientes, sem infectá-los com a doença de Chagas. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. O corpo ataca as células do pâncreas, que produzem insulina. O hormônio é responsável pela quebra das moléculas de glicose para transformá-las em energia. Quando não há produção de insulina, a quantidade de açúcar no sangue aumenta. E as consequências podem ser problemas na visão, nos rins e no coração.
O diabetes tipo 1 atinge principalmente crianças e jovens que se tornam dependentes de insulina a vida inteira para controlar a doença. A expectativa dos pesquisadores é que no futuro a descoberta feita nesse laboratório se torne o primeiro remédio capaz de prevenir a doença. “Nas pessoas que já tem pais que apresentam a doença, a gente já sabe de antemão que eles tem mais chances de ter diabetes tipo 1. Você poderia vacinar essas pessoas contra um futuro aparecimento da diabetes tipo 1”, completa José Mengel. A descoberta ainda precisa ser testada em seres humanos.
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